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Enquanto nos tornamos

cartas para acompanhar o caminho

Enquanto nos tornamos

cartas para acompanhar o caminho

Querida leitora,

   Logo que minha filha nasceu, ousei declarar – “acabou”, quando, na verdade, tratava-se de um (re)começo: a bebê que está nos braços e não mais dentro. Quando chegamos em casa, a bebê da maternidade já não era mais a mesma, logo, eu também já não podia mais ser a mesma mãe que a embalou e a fez dormir facilmente. Foi então que comecei a me dar conta de que, como mãe, talvez, não fosse existir uma versão pronta e acabada de mim.

    Começa antes mesmo de um filho existir nos braços, as tantas versões de nós: há a mulher que começa a desejar um filho,

    a que engravida, a que nasce junto com aquele bebê, a que aprende a cuidar, a que se perde, a que se reencontra, a que acompanha o filho crescer, a que precisa aprender a deixá-lo ir, a que o vê construir sua própria família,

   E tantas outras mulheres que ainda vamos ser. A maternidade é feita desses tecidos conjuntivos – continuidade, permanência, metamorfose. Porque nossos filhos mudam e nós mudamos com eles. A mãe de um bebê não é exatamente a mesma mãe de uma criança de cinco anos. A mãe de um adolescente não é a mesma mulher que um dia segurou aquele bebê no colo…

Querida leitora,

    Logo que minha filha nasceu, ousei declarar – “acabou”, quando, na verdade, tratava-se de um (re)começo: a bebê que está nos braços e não mais dentro. Quando chegamos em casa, a bebê da maternidade já não era mais a mesma, logo, eu também já não podia mais ser a mesma mãe que a embalou e a fez dormir facilmente. Foi então que comecei a me dar conta de que, como mãe, talvez, não fosse existir uma versão pronta e acabada de mim.

    Começa antes mesmo de um filho existir nos braços, as tantas versões de nós: há a mulher que começa a desejar um filho,

    a que engravida, a que nasce junto com aquele bebê, a que aprende a cuidar, a que se perde, a que se reencontra, a que acompanha o filho crescer, a que precisa aprender a deixá-lo ir, a que o vê construir sua própria família,

   E tantas outras mulheres que ainda vamos ser. A maternidade é feita desses tecidos conjuntivos – continuidade, permanência, metamorfose. Porque nossos filhos mudam e nós mudamos com eles. A mãe de um bebê não é exatamente a mesma mãe de uma criança de cinco anos. A mãe de um adolescente não é a mesma mulher que um dia segurou aquele bebê no colo…

Querida leitora,

    Logo que minha filha nasceu, ousei declarar – “acabou”, quando, na verdade, tratava-se de um (re)começo: a bebê que está nos braços e não mais dentro. Quando chegamos em casa, a bebê da maternidade já não era mais a mesma, logo, eu também já não podia mais ser a mesma mãe que a embalou e a fez dormir facilmente. Foi então que comecei a me dar conta de que, como mãe, talvez, não fosse existir uma versão pronta e acabada de mim.

    Começa antes mesmo de um filho existir nos braços, as tantas versões de nós: há a mulher que começa a desejar um filho,

    a que engravida, a que nasce junto com aquele bebê, a que aprende a cuidar, a que se perde, a que se reencontra, a que acompanha o filho crescer, a que precisa aprender a deixá-lo ir, a que o vê construir sua própria família,

   E tantas outras mulheres que ainda vamos ser. A maternidade é feita desses tecidos conjuntivos – continuidade, permanência, metamorfose. Porque nossos filhos mudam e nós mudamos com eles. A mãe de um bebê não é exatamente a mesma mãe de uma criança de cinco anos. A mãe de um adolescente não é a mesma mulher que um dia segurou aquele bebê no colo…

A maternidade não é uma linha reta, nem uma chegada.
É movimento. É metamorfose. É eterno vir a ser.

A maternidade não é uma linha reta, nem uma chegada.
É movimento. É metamorfose. É eterno vir a ser.

  Estas são cartas para esses momentos. Escrevo sobre os (re)começos, as metamorfoses, as dúvidas, os vínculos e os aprendizados que atravessam a maternidade — porque nossos filhos continuam crescendo, e nós continuamos nos tornando outras de nós mesmas, aprendendo a conhecê-los e a amá-los a cada nova fase e descobrindo e reconstruindo nuances de nós mesmas, enquanto seguimos nos tornando. Às vezes como quem compartilha uma descoberta. Às vezes como quem desabafa. Às vezes simplesmente como quem senta ao lado e diz: eu também estou aqui.

Uma carta para acompanhar o caminho

 Não prometo respostas prontas. Quero oferecer presença, informação e, quem sabe, aquele afago que chega na hora certa. 

 Porque algumas fases pedem orientação, outras pedem silêncio, muitas pedem coragem para recomeçar e quase todas pedem companhia. 

 Que estas cartas possam encontrar você onde estiver. 

Uma carta para acompanhar o caminho

  Não prometo respostas prontas. Quero oferecer presença, informação e, quem sabe, aquele afago que chega na hora certa. 

 Porque algumas fases pedem orientação, outras pedem silêncio, muitas pedem coragem para recomeçar e quase todas pedem companhia. 

  Que estas cartas possam encontrar você onde estiver. 

Uma carta para acompanhar o caminho

  Não prometo respostas prontas. Quero oferecer presença, informação e, quem sabe, aquele afago que chega na hora certa. 

 Porque algumas fases pedem orientação, outras pedem silêncio, muitas pedem coragem para recomeçar e quase todas pedem companhia. 

  Que estas cartas possam encontrar você onde estiver. 

Se quiser, posso escrever para você

Enquanto nos tornamos, uma carta para acompanhar o caminho.
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O que pode chegar em uma das cartas?

01 – 

Um pensamento:
uma inquietação que talvez também esteja passando por você;

02 –

Uma história:
algo vivido, observado ou aprendido no caminho;

03 –

Uma reflexão:
para olhar para a maternidade por outro ângulo;

04 –

Uma informação:
informação para ajudar você a fazer escolhas mais conscientes;

05 –

Um respiro:
porque nem toda carta precisa ensinar alguma coisa.

Se fizer sentido para você, adoraria caminhar um pouco ao seu lado

Seguimos nos tornando, uma carta de cada vez, uma fase de cada vez, uma metamorfose de cada vez…

Seguimos nos tornando, uma carta de cada vez, uma fase de cada vez, uma metamorfose de cada vez…